Brasil é favorito, mas não há zebra garantida, afirma técnico norueguês O técnico da seleção da Noruega, Stale Solbakken, admitiu que o Brasil é o favorito para o confronto das oitavas de final, mas ressaltou que a partida não será um passeio para a equipe brasileira. Em entrevista coletiva, Solbakken projetou um jogo disputado, apesar de reconhecer a superioridade teórica da seleção canarinho. “Sim, o Brasil é o favorito, mas não é como se fosse 90 a 10. Acho que será um jogo bastante equilibrado, embora o Brasil seja o favorito, é claro”, declarou o comandante. Calor extremo é o principal adversário da Noruega Além do desafio de enfrentar o Brasil, a equipe norueguesa precisa lidar com o forte calor na cidade-sede da partida. Solbakken comentou sobre o impacto das condições climáticas no desempenho dos atletas, mas demonstrou confiança na capacidade do elenco em superar o obstáculo. “É difícil? Sim, é difícil. Mas acho que vamos sobreviver e que podemos conseguir”, afirmou. O treinador explicou que os treinos estão sendo planejados cuidadosamente para garantir a hidratação e o descanso adequados dos jogadores. A possibilidade de utilizar o número máximo de substituições permitidas, incluindo uma extra em caso de prorrogação, também foi mencionada como estratégia para amenizar o desgaste físico. Médico critica condições e aponta falta de protocolo da FIFA O médico da delegação norueguesa, Ola Sand, criticou as condições climáticas, classificando a situação como algo que “beira a irresponsabilidade”. Segundo ele, a seleção já manifestou sua preocupação à FIFA, mas não obteve retorno satisfatório. “Acho que beira a irresponsabilidade, mas a FIFA não tem outro limite. A recomendação veio de diversos cientistas e pesquisadores renomados do clima, que estudam os efeitos do calor nas pessoas, sem que eu tenha sido consultada”, disse Sand. Ele lamentou a ausência de um limite máximo de temperatura para treinos ao ar livre, comparando com os protocolos existentes para chuva. Medidas improvisadas e queixa formal à FIFA A comissão técnica da Noruega recorreu a medidas improvisadas para minimizar o desconforto dos jogadores, como o uso de protetor solar, coletes de gelo e até um sistema de irrigação ligado durante parte do treinamento. Sand informou que a Federação Norueguesa de Futebol apresentou uma queixa formal à FIFA sobre o protocolo adotado em relação ao calor extremo. “Enviamos mensagens, e sei que muitos outros também enviaram mensagens de preocupação à FIFA, e eles não fizeram nada”, lamentou o médico. Ele ressaltou que deveria haver um limite máximo e que os jogos deveriam ser agendados para horários menos quentes.