Tragédia no Japão: Terremoto de 7,1 deixa 13 mortos e mobiliza resgates Fábrica e shopping center são epicentros de vítimas após forte abalo em Kumamoto; energia e comunicação afetadas. Cinco mortes em fábrica da Nippon Paper Industries após colapso de chaminé Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, na terça-feira (horário local), resultando em pelo menos 13 mortos, de acordo com autoridades. Em Yatsushiro, cinco pessoas perderam a vida no desabamento parcial de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries. Equipes de resgate continuavam as buscas por outras quatro pessoas desaparecidas sob os escombros. Shopping center registra mortes e possível explosão de gás Na cidade de Kashima, um shopping center da rede Aeon Mall foi palco de outra tragédia. Parte da estrutura desabou, possivelmente devido a um vazamento de gás que teria causado uma explosão. Duas mulheres jovens morreram no local, e uma terceira vítima foi encontrada sem vida. A polícia indicou a possibilidade de "muitas mortes", mas a confirmação do número exato demandava tempo. Milhares sem energia e em centros de evacuação em meio a calor intenso O abalo sísmico, classificado com magnitude 7,1 pela Agência Meteorológica do Japão (e 6,8 pelo USGS), causou danos generalizados. Cerca de 36,9 mil residências ficaram sem energia elétrica, 9,5 mil sem gás e redes de comunicação foram afetadas. Mais de 9 mil pessoas foram abrigadas em mais de 500 centros de evacuação, equipados com geradores para lidar com temperaturas superiores a 32°C devido a uma onda de calor. Impacto em infraestrutura e economia As operações de resgate foram intensificadas, com a primeira-ministra Sanae Takaichi prometendo esforços máximos para encontrar sobreviventes. O terremoto também afetou a infraestrutura, com a suspensão de serviços de trem-bala e operações aeroportuárias. Imagens da NHK mostraram incêndios, pontes danificadas, estradas rachadas e um trem de carga descarrilado. O alerta de tsunami foi cancelado, e usinas nucleares não apresentaram anomalias. Economicamente, montadoras como Toyota e Honda suspenderam ou paralisaram operações em fábricas na região sul do Japão.