Decisões Judiciais e Prazo para Remoção O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou, na última terça-feira (21), que Anthony Garotinho tem 24 horas para apagar um vídeo divulgado em suas redes sociais. A ação foi movida pela Ipiranga Produtos de Petróleo S/A, que argumentou que a publicação causava um "impacto extremamente negativo à imagem da empresa". Esta decisão do TJ-RJ ocorreu apenas quatro dias após uma medida semelhante do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que já havia ordenado a exclusão imediata do vídeo na sexta-feira (17). Conteúdo do Vídeo e Investigações O vídeo em questão é uma montagem que imita o estilo de uma conhecida campanha publicitária da Ipiranga, utilizando o bordão "lá no posto Ipiranga". Na gravação, o rosto de Mário Canella, ex-prefeito de Belford Roxo que deixou o cargo para concorrer ao Senado, substitui o interlocutor original. Outro indivíduo faz perguntas acusatórias, como "Onde você colocou o dinheiro que roubou da Prefeitura de Belford Roxo?" e "Onde você investiu o dinheiro da milícia?". As perguntas são respondidas pelo personagem com a frase "lá no posto Ipiranga". Mário Canella é investigado na Operação Unha e Carne, que apura a ligação de políticos fluminenses com facções criminosas e milícias. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Multa por Descumprimento Em caso de não cumprimento da determinação, o TRE-RJ estabeleceu uma multa diária de R$ 10.000 para cada rede social onde o vídeo permaneça publicado. A ação judicial da Ipiranga busca proteger a reputação da empresa, que alega ter sua imagem prejudicada pela associação feita no vídeo.