Acordo Monumental para a Paz em Gaza O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira um acordo significativo para o desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza. O anúncio, feito através de sua rede social Truth Social, detalha um processo faseado que visa abrir caminho para um novo governo palestino, com a retirada progressiva das tropas israelenses à medida que o desarmamento for concluído. Pouco tempo depois, representantes do Hamas confirmaram o entendimento com Israel, prometendo um comunicado oficial em breve. Israel, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre os termos. O Conselho da Paz e a Transição para a Nova Administração O Conselho da Paz, uma iniciativa criada pelo governo Trump para gerenciar a transição política e de segurança em Gaza, é composto por representantes americanos, mediadores árabes e técnicos especializados. Sua missão é supervisionar a implementação do plano e a formação de uma nova administração palestina. Trump classificou o acordo como um "passo monumental rumo à paz e à segurança duradouras", integrando-o ao seu "Plano de 20 Pontos para Gaza". Ele também expressou gratidão aos mediadores – Egito, Catar e Turquia – pelos seus esforços nas negociações. Detalhes do Plano de Desarmamento e Reorganização O plano estipula que, com a conclusão do desarmamento, as forças israelenses se retirarão. Uma Força Internacional de Estabilização, em colaboração com uma nova força policial palestina, assumirá a responsabilidade pela segurança em Gaza, protegendo seus moradores e vizinhos. O acordo visa impedir que o território volte a ser utilizado como base para ataques contra Israel, promovendo um governo palestino em cooperação com o Conselho da Paz. Fontes indicam um processo gradual de desarmamento do Hamas, com a entrega de armas a um comitê supervisionado pelo Conselho da Paz, que substituirá o grupo na administração da Faixa. O plano inclui o desmantelamento de infraestruturas militares e a concentração do monopólio da força nas mãos das novas instituições palestinas. Divergências e Próximos Passos Apesar do otimismo declarado, fontes israelenses e negociadores apontam para divergências importantes, especialmente quanto ao cronograma de retirada das tropas e à abrangência da desmilitarização. O governo israelense, por meio de uma autoridade política, declarou que o plano de 15 pontos não atende às exigências de uma "desmilitarização completa" e que a retirada das FDI da Linha Amarela só ocorrerá após o desarmamento total do Hamas. No entanto, discussões técnicas sobre a implementação do plano estão em andamento, e Israel já autorizou o envio inicial da Força Internacional de Estabilização para Rafah. A assinatura formal do acordo deverá envolver o Hamas, os mediadores e o Conselho da Paz, com Israel sendo vinculado pelos seus compromissos com os EUA. A pressão dos países mediadores sobre o Hamas e a estratégia de colocar a "bola no campo de Israel" são elementos cruciais nos bastidores, que também contaram com a atuação de Jared Kushner e Mohammed Dahlan para destravar as negociações.