Efeito Dominó no Sistema Elétrico e de Transportes Um forte vendaval que varreu o Rio de Janeiro na quarta-feira desencadeou uma série de problemas em cascata, afetando gravemente os sistemas elétrico e de transportes. A intensidade dos ventos foi tamanha que arrancou vegetação, que por sua vez atingiu a linha de transmissão Adrianópolis-Grajaú. Esse impacto direto causou um curto-circuito na subestação Grajaú, operada pela Axia Energia (anteriormente conhecida como Eletrobras). A falha elétrica resultou na interrupção do fornecimento de energia para a Light por aproximadamente 26 minutos. Esse período, embora curto, foi suficiente para paralisar completamente as operações de trens, metrô e VLT, além de deixar cerca de 1,6 milhão de imóveis sem energia em todo o estado. Detalhes da Interrupção e Restabelecimento De acordo com informações da Axia Energia, o desligamento inicial ocorreu às 16h25. As proteções de segurança das linhas de transmissão foram acionadas automaticamente após o contato com a vegetação, interrompendo o abastecimento para áreas cruciais como o Centro, a Zona Sul e a Tijuca. O fornecimento de energia foi restabelecido às 16h51, mas os transtornos se estenderam pela noite. Novas interrupções foram registradas devido à queda de árvores sobre a rede elétrica, agravando a situação e prolongando o tempo de normalização para muitos moradores. Como a Energia é Distribuída e o Impacto no Transporte O sistema de fornecimento de energia no Rio opera em etapas sequenciais. A Axia Energia é responsável pela transmissão de energia em extra-alta tensão para a Light. Posteriormente, a Light realiza a redução dessa carga e a distribui para as subestações do MetrôRio e da concessionária de trens. Nessas unidades, a energia passa por mais uma transformação para, enfim, abastecer os equipamentos e sistemas essenciais para a circulação dos trens e metrô.