Zema Propõe Privatização Geral e Critica Gastos Estatais O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, declarou nesta quarta-feira (8) que, caso eleito, pretende implementar um plano de privatização em larga escala. Segundo Zema, muitas empresas estatais representam gastos desnecessários para o Estado e funcionam como “cabides gigantes de emprego”. Ele exemplificou sua gestão em Minas Gerais, onde, segundo ele, restou apenas uma estatal, a Cemig, após um processo de desestatização. Zema defende que empresas administradas pelo setor privado tendem a prosperar. Os Quatro Pontos para a Economia: Moral, Gastos e Gestão Durante um evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em Brasília, Zema detalhou os quatro pilares que considera essenciais para a melhoria da economia brasileira. O primeiro é o “choque moral”, onde ele se posiciona como um crítico do Supremo Tribunal Federal (STF) e das pressões corporativas que, em sua visão, afetam os presidentes. O segundo ponto é o “fim da gastança”, com foco em reduzir despesas públicas para impactar positivamente os indicadores econômicos. Ele criticou a alta taxa Selic e o custo do crédito, que, segundo ele, inviabilizam empresas e beneficiam rentistas. Segurança Pública e Modelo de El Salvador O terceiro “choque” proposto por Zema seria na área de segurança pública. O pré-candidato citou El Salvador como um exemplo de sucesso na redução da violência, onde a adoção de medidas rigorosas contra organizações criminosas, como a classificação de seus membros como terroristas e a imposição de penas mínimas de 25 anos, teria transformado o país. Zema questionou o baixo custo do crime no Brasil, sugerindo que as atuais políticas incentivam a criminalidade em vez de puni-la. Encontro com Setor Comercial e Demandas Empresariais O evento da CNC reuniu empresários e outros pré-candidatos à Presidência, como Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ronaldo Caiado (PSD). Zema recebeu um documento com as principais demandas do setor, que incluem a reforma administrativa, a regulamentação da reforma tributária, a atualização do Simples Nacional, a modernização da legislação trabalhista, a ampliação do acesso a crédito para micro e pequenas empresas e o fomento ao empreendedorismo. Flávio Bolsonaro e Lula não compareceram ao evento devido a conflitos de agenda.