Diálogo com o Centrão é chave para o equilíbrio O psiquiatra e candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), declarou que buscaria o diálogo com o Centrão caso eleito, classificando o grupo como um defensor do “equilíbrio” e atribuindo a ele o mérito de o país não ter se “radicalizado para ser a Venezuela”. Em sabatina realizada pelo GLOBO, CBN e Valor, Cury afirmou que não se vê como uma ameaça “para a esquerda nem a direita”, pois acredita que sua proposta é de união. “Você pode condenar o centrão, mas o centrão é favorável ao equilíbrio, por isso nunca radicalizamos para ser Venezuela. Vou conversar e propor um pacto nacional para governar o país de forma inteligente, sem partidarismo”, explicou o presidenciável. Ele ressaltou que, como um nome “de fora”, buscaria unir líderes com egos diversos em prol de um pacto nacional. Governo enxuto e foco em técnicos Augusto Cury também adiantou que, se eleito, seu governo teria apenas oito ministérios, com um modelo de fortalecimento das secretarias executivas dentro de cada pasta. Ele pretende chamar “os melhores” para compor seu time, priorizando técnicos e simpatizantes de políticos como Ronaldo Caiado (PSD), que poderia atuar na área de segurança, e Eduardo Leite (PSD). Apesar de ter amizade com Pablo Marçal, Cury afirmou que não consideraria chamá-lo para seu eventual governo. Propostas para a segurança pública Na área de segurança, Cury prometeu integrar as forças policiais do país e criar uma nova corporação focada em trabalho preventivo, denominada “Foco”. Esta nova força contaria com 5% da força de trabalho dos municípios brasileiros, totalizando cerca de 400 mil profissionais. “Pior do que o crime organizado é o Estado desorganizado. Precisamos encorpar, treinar e valorizar a Polícia Federal”, declarou. O candidato defende a integração de todas as polícias, com o uso de reconhecimento facial e análise de material genético, além de um sistema de informações unificado. O objetivo é que todas as forças policiais possam atuar de forma integrada para oferecer respostas mais rápidas e eficazes à sociedade.