Vitória Judicial para Bebê com Cardiopatia Uma barriga de aluguel no Texas obteve uma vitória judicial provisória que garante o tratamento médico necessário para um bebê diagnosticado com uma grave cardiopatia congênita. McKenna West, enfermeira do Alasca e gestante de 35 semanas, recusou-se a interromper a gravidez de Gabriel, como era o desejo dos pais biológicos. A decisão judicial, anunciada nesta terça-feira (11), assegura que o recém-nascido receba os cuidados para sua sobrevivência. Decisão do Tribunal e Condições Impostas O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, apresentou um parecer defendendo o tratamento médico para o bebê, o que foi acatado por um juiz auxiliar do Condado de Dallas. O juiz determinou que nenhum profissional de saúde pode impedir os cuidados considerados necessários para a sobrevivência de Gabriel e nomeou um tutor legal para supervisionar as decisões relacionadas à síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, condição rara que afeta o desenvolvimento do lado esquerdo do coração. No entanto, a ordem judicial impôs uma condição severa a McKenna West: ela não terá contato com Gabriel após o nascimento nem poderá tomar decisões médicas em nome da criança. Os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, terão permissão para participar das decisões, mas também estão impedidos de negar tratamentos vitais indicados pelos médicos dos hospitais universitários do Texas. Contexto da Disputa e Prognóstico do Bebê A disputa teve início após uma ultrassonografia revelar a cardiopatia na 20ª semana de gestação. West buscou um hospital em Dallas com histórico de sucesso em procedimentos cirúrgicos complexos. De acordo com o Hospital Presbiteriano de Nova York, bebês submetidos a esse tipo de intervenção cirúrgica têm cerca de 75% de chance de sobreviver até os cinco anos, e aproximadamente 90% de chance de atingir os 18 anos se completarem o primeiro ano de vida. Ações Legais Paralelas e Restrições de Viagem Os pais biológicos, que inicialmente solicitaram a interrupção da gravidez, entraram com uma ação na Califórnia para estabelecer seus direitos parentais. Paralelamente, McKenna West move uma ação no Alasca buscando a guarda da criança. Ambas as partes estão proibidas de retirar o bebê do Texas após o nascimento, e uma nova audiência está agendada para 25 de agosto para novas deliberações sobre o caso.