Pais temem pela vida do filho após diagnóstico de grave cardiopatia Uma audiência tensa no Condado de Dallas, Texas, durou quase cinco horas e terminou com a extensão de uma ordem judicial que impede McKenna West, a barriga de aluguel, de ter contato com Rumi, conhecido como 'Bebê Gabriel'. Os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, defenderam a decisão de solicitar a interrupção da gestação após o diagnóstico de uma grave cardiopatia fetal, a síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. Gilkar emocionou-se ao depor, afirmando o profundo desejo pelo filho e o temor de que ele não sobrevivesse às complicações de saúde. Contrato e recusa de exames: pontos centrais da disputa O casal contratou West após múltiplas tentativas frustradas de fertilização in vitro e uma histerectomia de Gilkar. Segundo a defesa dos pais, o contrato firmado com a enfermeira previa a interrupção da gravidez em caso de "anomalias fetais". A cardiopatia foi diagnosticada durante a gestação, e os advogados do casal alegam que West se recusou a realizar uma amniocentese que poderia determinar a necessidade de cirurgia cardíaca. Gilkar reconheceu o pedido de interrupção, mas negou a intenção de impedir cuidados médicos para o bebê. 'Bebê Gabriel' em estado crítico e batalha pela guarda Rumi nasceu em 12 de agosto e necessitou de reanimação. Desde então, passou por diversos exames e pela complexa cirurgia de Norwood. Segundo informações apresentadas no tribunal, o bebê permanece em estado crítico na UTI, com previsão de internação por pelo menos mais um mês. Gilkar descreveu o filho como "a pessoa mais linda" e "o amor de suas vidas". Os pais biológicos, já reconhecidos legalmente na Califórnia, buscam que a Justiça rejeite a reivindicação de maternidade de West, que alega ser mãe por ter dado à luz e busca a guarda. A defesa de West é financiada pela organização conservadora Alliance Defending Freedom. Sigilo judicial e próximos passos Ao final da audiência, a juíza Ashley Wysocki estendeu por mais 14 dias a ordem de restrição temporária contra West e determinou que os próximos procedimentos do caso sejam mantidos em sigilo, visando preservar a privacidade do recém-nascido. A disputa, que se estende por processos em dois estados, ainda não tem uma decisão definitiva sobre a guarda de Rumi.