Análise Comparativa Revela Desvantagens Brasileiras O Brasil obteve a sétima colocação em um ranking de programas de residência para investidores estrangeiros na América Latina, conforme o relatório “Programas de Migração por Investimento na América Latina: Uma Análise Comparativa”. O estudo, conduzido pela consultoria internacional Global Citizen Solution, avaliou 11 países com base em quatro critérios essenciais: velocidade de processamento, atratividade fiscal, flexibilidade de investimento e liberdade de presença física. O Panamá lidera a lista, seguido por Paraguai e República Dominicana, enquanto o Chile figura na última posição. Requisitos Brasileiros em Destaque Negativo A análise apontou que a exigência de investimento para o programa brasileiro é considerada baixa, com valores de US$ 30.000 em inovação e tecnologia, US$ 100.000 na constituição de empresas ou US$ 125.000 no setor imobiliário. No entanto, a exigência de 30 dias de permanência física anual durante a residência temporária foi vista como um ponto negativo, especialmente quando comparada a países como Colômbia e Chile, que demandam 180 dias. Em contrapartida, países como Uruguai exigem US$ 2 milhões para benefício fiscal total, e o Panamá requer a partir de US$ 300.000 em imóveis, indicando diferentes estratégias de atração de capital. Contraste entre Fluxo de Investimento e Atratividade dos Programas Apesar da posição menos favorável em programas de residência, o Brasil demonstrou forte atração para Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2023, respondendo por 40% do total destinado à América Latina, o equivalente a US$ 77,67 bilhões. Destaques incluem o aporte de US$ 2,7 bilhões da Microsoft para infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, e um dinâmico mercado de Fusões e Aquisições (M&A) com transações que movimentaram cerca de US$ 58 bilhões. O país também concentra a maior quantidade de indivíduos de alto patrimônio (HNWI) na região, com 386 mil milionários em dólares.