Consumo em Supermercados O consumidor brasileiro destina, em média, R$ 1.073,98 mensais para as compras de varejo alimentar. Essa quantia reflete um cenário econômico desafiador, com inflação e tensões políticas, que pressionam o orçamento familiar, especialmente para famílias com renda de até R$ 3.499. Para contornar essa situação, as famílias têm diversificado cada vez mais os locais onde realizam suas compras, visitando, em média, 3,6 redes diferentes por mês em busca de melhores preços e promoções. O Papel do Atacarejo e do Comércio Local Embora os supermercados tradicionais ainda sejam o principal canal de compras, frequentados por 74% dos consumidores, o atacarejo tem ganhado força. Cerca de 63% dos brasileiros recorrem a esse modelo para economizar. O atacarejo se consolida como destino preferencial para compras de abastecimento, liderando em categorias como mercearia e produtos de limpeza. Paralelamente, o comércio local, incluindo feiras, hortifrútis, açougues e padarias de bairro, também experimenta um fortalecimento. Quarenta e cinco por cento dos consumidores afirmam gastar mais nesses estabelecimentos do que no ano anterior, sendo os locais preferidos para a compra de perecíveis como frutas, legumes, verduras e carnes. Tecnologia e a Busca por Economia A tecnologia se tornou uma aliada importante na rotina de consumo. Entre os consumidores que realizam compras online, 61% utilizam os aplicativos das próprias redes varejistas para acompanhar promoções e garantir descontos. Essa estratégia é fundamental em um cenário onde o preço atua como o principal fator decisório para a escolha inicial do estabelecimento. No entanto, para fidelizar o cliente e garantir uma fatia maior de sua renda, o varejo precisa oferecer mais do que apenas preços competitivos, investindo em sortimento, marcas próprias e disponibilidade de produtos. Desafios e Estratégias do Consumidor O consumidor brasileiro precisa fazer um verdadeiro malabarismo para acomodar as despesas com alimentação em seu orçamento. O aumento expressivo de preços em itens básicos, como o feijão-carioca, que acumula alta de quase 53% segundo o IPCA, intensifica a necessidade de pesquisa e comparação. Essa busca por economia se reflete na diversificação de canais de compra e na atenção redobrada às ofertas. A diretora de Desenvolvimento de Negócios da dunnhumby, Alessandra Shima, destaca que, embora o preço seja o 'porteiro' inicial, para que o consumidor retorne, é crucial que o varejo ofereça diferenciais claros.