O leste do Japão foi atingido por chuvas torrenciais descritas como “sem precedentes”, resultando em pelo menos quatro mortes e um cenário de caos generalizado. As precipitações intensas, que ocorreram durante a noite de quinta-feira, levaram à emissão de alertas de deslizamentos de terra, cortes de energia e deixaram milhares de pessoas retidas no aeroporto de Narita. As autoridades informaram sobre a situação nesta sexta-feira (14). Alerta máximo de chuvas em Chiba pela primeira vez Pela primeira vez na história, meteorologistas emitiram o alerta máximo de chuvas intensas para a província de Chiba, um indicativo da gravidade da situação. As chuvas levaram ao transbordamento de rios e à inundação de diversas áreas, complicando o tráfego e os transportes. Vítimas confirmadas e buscas em andamento Entre as vítimas fatais confirmadas está um homem entre 60 e 70 anos, encontrado boiando em uma rua alagada, e uma mulher de 66 anos que ficou presa em seu carro submerso. Um terceiro homem, de idade não identificada, foi encontrado em uma rua, e uma quarta vítima, cujo gênero e idade ainda não foram apurados, completa o número inicial de mortos. As autoridades expressaram preocupação com a possibilidade de uma quinta morte e um sexto desaparecimento. Milhares retidos em Narita e transtornos em transportes O aeroporto internacional de Narita, um dos principais pontos de entrada no Japão, tornou-se um epicentro de transtornos, com milhares de passageiros retidos devido aos impactos das chuvas. Congestionamentos massivos foram registrados nas estradas, e os serviços ferroviários sofreram atrasos significativos, afetando a mobilidade de milhares de pessoas e prejudicando o planejamento de viagens. Impactos generalizados e riscos de novos deslizamentos Além das fatalidades e dos problemas de transporte, as chuvas causaram cortes no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões. O alerta para deslizamentos de terra permanece ativo, aumentando o risco de novos incidentes em áreas com encostas e relevo acidentado. As autoridades continuam monitorando a situação e prestando auxílio às populações afetadas.