Argentina na Corrida pelo Oscar 2027 Enquanto a Academia Brasileira de Cinema define seus pré-selecionados para a disputa do Oscar 2027, a Argentina se movimenta para escolher seu representante em setembro. Com uma rica tradição na premiação, o país já conquistou duas vezes o Oscar de Melhor Filme Internacional: “A história oficial” (1986) e “O segredo dos seus olhos” (2010). A nova leva de filmes argentinos promete forte presença nos principais festivais do mundo, buscando o prestígio e a visibilidade que podem impulsionar candidaturas a premiações. Candidatos Argentinos e o Legado de Sucessos Quatro filmes despontam como os principais candidatos a representar a Argentina na corrida pelo Oscar: “Parque Lezama”, de Juan José Campanella (diretor de “O segredo dos seus olhos”); o documentário “El partido”, sobre o histórico jogo entre Argentina e Inglaterra na Copa de 1986; “Nuestra tierra”, primeiro documentário de Lucrecia Martel sobre o julgamento de um líder indígena; e “La virgen de la tosquera”, de Laura Casabé, que adapta histórias de Mariana Enriquez. A decisão final será anunciada em 28 de setembro. Exposição Internacional em Grandes Festivais Mais do que a escolha do candidato ao Oscar, a Argentina se prepara para uma temporada de grande exposição internacional. Filmes como “Glaxo”, de Benjamín Naishtat, terão estreia mundial em festivais como Toronto, Londres e San Sebastián. Outras produções aguardadas incluem o épico de cinco horas e meia “Biografía de Jorge Luis Borges”, de Mariano Llinás, com exibições em Veneza, Toronto e Nova York, e “La libertad doble”, de Lisandro Alonso. Em San Sebastián, “Lo dejamos acá”, com Ricardo Darín e Diego Peretti, terá sua estreia mundial fora de competição, com produção da Netflix. Novos Talentos e Tendências em Destaque A forte presença em festivais como Veneza, Toronto, Nova York, San Sebastián e Londres é crucial para projetar a nova safra do cinema argentino e delinear as tendências da temporada de premiações. A participação de filmes como “Mis muertos tristes”, de Pablo Larraín, e “A veces me entra tristeza y otras veces rebelión”, de María Aparicio, em competições de prestígio, reforça o potencial do cinema do país em conquistar reconhecimento global e, quem sabe, uma nova indicação ao Oscar.