Tragédia no Alto da Boa Vista O Rio de Janeiro foi palco de uma tragédia no último sábado (8), quando um helicóptero caiu em uma área de mata na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. A bordo, estavam quatro pessoas: três turistas colombianas e o piloto. Victor Manrique, colombiano que estava no Rio com a família para celebrar os 15 anos de sua filha, Laura, vive um pesadelo. Sua mãe, Rocio Cubillos, de 59 anos, sua irmã, Wendy Manrique, de 37, e sua sobrinha, Sofia Murillo, de 17 anos, estavam na aeronave e não sobreviveram. Um passeio que não deveria ter acontecido Victor Manrique esteve no Instituto Médico-Legal (IML) no domingo (9) para acompanhar os procedimentos de identificação dos corpos. Emocionado, ele contou que a família havia chegado ao Aeroporto de Jacarepaguá junta, mas que sua mãe, irmã e sobrinha embarcaram primeiro no helicóptero, enquanto ele, sua esposa e filha aguardavam o retorno da aeronave para o próximo voo. O passeio, que custou R$ 4,4 mil, foi pago com as últimas economias da viagem e parte no cartão de crédito, sendo o último passeio planejado antes do retorno à Colômbia na segunda-feira. O peso da ausência “Dói porque eram muito jovens, especialmente minha sobrinha. Dói muito por ela, pela minha irmã e pela minha mãe. Mas dói muito pela minha sobrinha, que era uma menina de 17 anos, muito estudiosa, muito trabalhadora. E dói porque nós deveríamos ter ido naquele helicóptero”, desabafou Victor. Ele descreveu a família como “muito feliz” e expressou o desejo de que suas parentes tenham vivido momentos de felicidade em seu último dia. Investigação e busca por responsabilidade Além de lidar com a dor da perda, Victor Manrique cobra uma investigação rigorosa para apurar as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilização. Ele não quer que o caso seja encerrado apenas com a liberação dos corpos e o retorno da família à Colômbia. A Polícia Civil realizou a perícia no local da queda, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas do acidente. O helicóptero, um Robinson R44, operado pela Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda., tinha certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados e a identificação poderá exigir exames de DNA, pois a arcada dentária de Sofia é a única com documentação odontológica disponível para comparação inicial.