Debate Eleitoral em São Paulo: Segurança Pública em Foco O avanço do crime organizado em São Paulo dominou parte do primeiro bloco do debate entre os candidatos a governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). A discussão acalorada girou em torno da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e da suposta infiltração do Comando Vermelho (CV) no estado. Haddad Acusa Infiltração do Comando Vermelho e Ligações com a PM Fernando Haddad levantou a preocupação com a expansão do Comando Vermelho, originário do Rio de Janeiro, para o território paulista, com foco especial no interior. O petista citou investigações que apontam para a possível ligação de integrantes da Polícia Militar com o PCC e acusou o ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, de ter 'bagunçado' a pasta. Haddad mencionou um episódio em que dados de um promotor de Justiça teriam sido vazados, possivelmente para o crime organizado. Tarcísio Rebate com Atuação do PCC em Setores Chave e Defende Derrite Em resposta, Tarcísio de Freitas direcionou o foco para a atuação do PCC em setores como combustíveis e transportes. O candidato citou ações de seu governo nesses setores e lembrou de uma operação que teria atingido o vereador do PT, Senival Moura. Tarcísio também saiu em defesa de Guilherme Derrite, atribuindo a ele a redução da criminalidade no estado durante sua gestão. Formato do Debate e Regras de Direito de Resposta O debate foi estruturado em blocos com confrontos diretos entre os candidatos, seguidos por perguntas de jornalistas. O primeiro bloco permitiu que Tarcísio e Haddad administrassem 20 minutos cada para debate livre. Em seguida, jornalistas da Band fizeram perguntas com tempo limitado para respostas e réplicas. O segundo bloco inverteu a ordem de fala no confronto direto, e o debate foi encerrado com considerações finais. O direito de resposta foi previsto exclusivamente em casos de ofensa moral e pessoal, com avaliação de um comitê e tempo de um minuto.