Eleitores Buscam Informação Mesmo Sem os Favoritos O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, que ocorre neste domingo (23) na Band, promete ser um evento de grande audiência, mesmo sem a presença dos favoritos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira aponta que 86% da população pretende assistir aos debates de alguma forma. Desse total, 50% acompanharão ao vivo pela TV ou internet, enquanto outros 28% planejam assistir tanto ao vivo quanto por meio de cortes nas redes sociais, e 8% preferem ver apenas os vídeos curtos posteriormente. Apenas 13% dos entrevistados disseram que não assistirão aos confrontos. Indecisos e Eleitores de Terceira Via Demonstram Interesse Crescente O interesse pelos debates se estende significativamente ao grupo de eleitores que ainda não definiu seu voto ou que considera anulá-lo. Nesse segmento, 68% afirmam que assistirão aos confrontos. Em uma eleição que se assemelha à polarização anterior, a decisão desse grupo pode ser crucial para definir o resultado final. A pesquisa também destaca que este debate pode ser o primeiro desde a redemocratização a contar apenas com candidatos que registram menos de 10% das intenções de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%, e Augusto Cury (Avante), com 1%. Desde 1989, ao menos um dos líderes de pesquisa tradicionalmente participa desses eventos. Band Se Prepara para Ausências Marcantes A emissora Band já comunicou que manterá os púlpitos destinados a Lula e Flávio Bolsonaro vazios e fará menções frequentes à decisão de ambos em não comparecer ao debate. A ausência desses dois principais nomes nas pesquisas eleitorais levanta questionamentos sobre as estratégias adotadas pelas campanhas. Estratégias por Trás da Ausência dos Líderes A recusa de Lula em participar do debate foi motivada pelo convite a candidatos como Romeu Zema e Renan Santos. De acordo com a legislação eleitoral, emissoras não são obrigadas a convidar candidatos de partidos sem, no mínimo, cinco representantes eleitos no Congresso em 2022. A participação de Lula o colocaria como o único candidato de esquerda, tornando-o alvo de todos os outros concorrentes. Diante dessa configuração, Flávio Bolsonaro também optou por não comparecer. A estratégia visa evitar que, na ausência de Lula, as críticas dos adversários se concentrem nele, que figura como vice-líder nas pesquisas. Essa mesma tática tem sido aplicada por Bolsonaro em relação à participação em sabatinas.