Investigação no CNJ O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação contra um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) por uma questão controversa incluída na prova discursiva do 51º Concurso de Magistratura do estado. A polêmica gira em torno da elaboração de uma pergunta que detalhava a recuperação judicial do Grupo Oi, utilizando o caso concreto que tramitou sob a relatoria do próprio desembargador. Detalhes da Questão A questão, aplicada em 12 de julho, descrevia minuciosamente o processo de recuperação judicial da empresa, substituindo o nome original "Oi S.A." por "Olá S.A.". O problema se agravou com o gabarito, que considerou como resposta correta uma decisão provisória também proferida pelo desembargador em questão. Essa decisão foi criticada em parecer do Ministério Público como "teratológica", termo usado para descrever algo monstruoso ou aberrante. Consequências para o Desembargador Diante da gravidade da situação, o CNJ já tomou medidas. O desembargador Paulo Wunder foi afastado da relatoria e da condução de todos os processos relacionados à recuperação judicial do Grupo Oi e outros casos conexos. O uso de um caso concreto específico, ainda mais com detalhes de uma decisão que foi alvo de críticas severas, levanta questionamentos sobre a imparcialidade do processo seletivo. Anulação em Vista? A reclamação disciplinar instaurada no CNJ busca apurar a conduta do desembargador, incluindo o uso indevido de um caso concreto em uma prova de concurso. O desfecho dessa investigação é aguardado com expectativa, especialmente no que diz respeito à possibilidade de anulação da questão e seus reflexos para os candidatos que participaram do certame.