Disputa Eleitoral no RS: Candidatos ao Governo Detalham Propostas no GLOBO A série de entrevistas do GLOBO com os principais candidatos nos maiores estados brasileiros chega ao Rio Grande do Sul, palco de uma eleição marcada pelo baixo conhecimento dos concorrentes e pela disputa acirrada por uma vaga no segundo turno. Luciano Zucco (PL), Gabriel Souza (MDB) e Juliana Brizola (PDT) apresentaram suas visões distintas sobre o futuro do estado, a reconstrução após as enchentes de 2024, a situação fiscal e a relação com o governo federal. Zucco (PL): Oposição e Foco em Segurança Pública Luciano Zucco, candidato ligado ao bolsonarismo e principal palanque para o senador Flávio Bolsonaro no estado, adota uma postura de oposição ao governo de Eduardo Leite (PSD), do qual Gabriel Souza é vice. Zucco afirma que o estado "não é terra arrasada", mas critica a falta de liderança e protagonismo político para enfrentar problemas como as enchentes e a dívida com a União. Sua principal bandeira é a segurança pública, com promessas de reforçar a estrutura policial e criar um protocolo específico de combate à violência contra mulheres. Gabriel Souza (MDB): Continuidade com Agenda Própria Gabriel Souza, atual vice-governador, busca se apresentar como o candidato da continuidade, mas tenta se desvincular da ideia de ser apenas uma extensão da gestão de Leite. Com experiência na condução da resposta às enchentes e no Plano Rio Grande, Souza argumenta que sua vivência é uma vantagem para agilizar a reconstrução. Ele também promete uma agenda própria, com foco em investimentos em ensino técnico e ampliação dos recursos para a saúde. No cenário nacional, apoia o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). Juliana Brizola (PDT): União com PT e Retorno do Trabalhismo Juliana Brizola, herdeira política de Leonel Brizola, tenta trazer o trabalhismo de volta ao Palácio Piratini através de uma aliança inédita entre PDT e PT, que abriu mão de candidatura própria para indicar Edegar Pretto como vice. A ex-deputada estadual critica o modelo de ajuste fiscal dos últimos anos e defende maior articulação com Brasília para renegociar a dívida e aumentar investimentos. Ela também se compromete a manter o Fundo do Plano Rio Grande e criar um Fundo Constitucional do Sul. No plano nacional, Brizola declara apoio ao presidente Lula (PT).