A justiça síria proferiu, nesta segunda-feira, uma sentença de prisão perpétua contra Ahmad Badreddin Hassoun, que atuou como Grão-Mufti durante o regime do deposto presidente Bashar al-Assad. A condenação se deu pelos crimes de incitação ao ódio confessional e abuso de poder. Décima Condenação Contra Figuras do Regime Anterior Esta é a décima condenação emitida pelas novas autoridades islamistas contra uma figura proeminente do governo de Assad. A decisão judicial reforça o processo de responsabilização de indivíduos ligados à antiga administração síria. Um Mandato de 16 Anos Sob a Sombra de Assad Hassoun ocupou a posição de Grão-Mufti por um período de 16 anos. Durante seu mandato, ele se destacou pela estreita relação com o ex-presidente Bashar al-Assad, sendo uma presença frequente ao lado do líder em cerimônias religiosas e eventos oficiais. Crimes que Levaram à Condenação As acusações de incitação ao ódio confessional e abuso de poder pesaram sobre o ex-religioso, resultando na severa pena de prisão perpétua. A sentença marca um ponto significativo na reconfiguração política e jurídica da Síria.