Sem detalhes sobre financiamento milionário O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou detalhar a origem de um repasse de R$ 61 milhões destinado ao filme "Dark Horse", que homenageia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o senador, os valores referem-se a um patrocínio privado e não houve qualquer irregularidade no processo, negando ter recebido dinheiro como pessoa física do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. "Não tem nada de errado um filho pedir dinheiro para financiar o filme do pai. Não tem nada de irregular. Não fui buscar dinheiro da Lei Rouanet", declarou. Prestação de contas e perícia independente Questionado sobre a promessa de divulgar uma planilha com os custos da produção, Flávio Bolsonaro afirmou que a prestação de contas já foi realizada, inclusive em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo. A produtora do filme, GoUp, encomendou uma perícia sobre as contas de "Dark Horse", que concluiu, com base nas notas fiscais analisadas, o descarte do uso de verbas públicas, seja pela Lei Rouanet ou por meio da prefeitura de São Paulo. A análise indica que o financiamento do filme foi inteiramente privado. Defesa de homenagem a Adriano da Nóbrega Em outro ponto, o senador minimizou a homenagem feita a Adriano da Nóbrega, ex-integrante do Bope e apontado como membro de um grupo de extermínio, que morreu em confronto com policiais na Bahia. A honraria foi concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) há mais de 20 anos. "Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, se não me engano, no momento em que ele era um policial reconhecido, do Bope. Eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma depois de cinco, dez, quinze, vinte anos", argumentou Flávio Bolsonaro. Propostas econômicas genéricas Ao ser indagado sobre planos para um futuro governo, Flávio Bolsonaro não apresentou detalhes sobre como pretende reduzir a dívida pública nem estabeleceu prazos para suas metas. Suas propostas se limitaram a medidas como o corte de cargos em comissão e a diminuição do número de ministérios, que ele chamou de "tesouradaço". Ele também não respondeu diretamente sobre a manutenção da fórmula de cálculo para o reajuste do salário mínimo, apenas assegurando que não fará "economia do povo mais sofrido".