Fraldas, ofensas e ausências marcam o primeiro debate presidencial O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado neste domingo (23), foi notabilizado mais pelas ausências do que pela presença de nomes com expressiva intenção de voto. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas, optaram por não comparecer, assim como Romeu Zema (Novo). Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), cujas somas das intenções de voto não atingem 10%, foram os protagonistas. Renan Santos aposta na polêmica com fraldas e xingamentos Renan Santos adotou uma postura combativa, repetindo nas redes sociais. Dirigindo xingamentos a Lula e Bolsonaro, chamando-os de criminosos e criticando suas ausências. Ao chegar, exibiu duas fraldas, uma com o nome de Lula e outra de Bolsonaro. Tentou cobrir o púlpito vazio de Lula com um papel escrito "Ladrão", sendo advertido pela organização. Questionado se faria o mesmo com os presentes, respondeu que seria "bem mais interessante". O psiquiatra Augusto Cury interveio, afirmando: "Renan, a sua agressividade me assombra". Cury argumentou que a agressividade, mesmo com ideias fundamentadas, sufoca a capacidade das pessoas de formar opiniões próprias. Augusto Cury surpreende com humor e convite a Caiado Augusto Cury, candidato pela primeira vez e sem histórico político, arrancou risadas da plateia. Agradeceu Renan por acreditar em sua candidatura e, ao ser perguntado sobre o primeiro dia de seu governo, convidou Ronaldo Caiado para ser seu ministro. A equipe de Cury afirmou que o convite foi espontâneo. Cury quase não participou do debate, tendo a intenção inicial de apenas fazer um pronunciamento na porta e ir embora, devido às ausências. Mudou de ideia minutos antes, citando respeito à imprensa e à organização. Ele e Caiado, amigos, cumprimentaram-se diversas vezes no palco. Caiado destaca feitos de seu governo e critica adversários contidamente Ronaldo Caiado exaltou suas realizações durante os dois mandatos como governador de Goiás. Suas críticas aos adversários foram contidas. Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice de Caiado, elogiou a participação do companheiro de chapa, apesar de ter sido flagrado cochilando brevemente em alguns momentos do programa. Segurança pública em pauta: 'banho de sangue' e fechamento de presídios A segurança pública, uma das principais preocupações do eleitorado, foi tema recorrente. Renan Santos propôs que agentes de segurança subissem em favelas e falou em "banho de sangue" contra o crime organizado, afirmando que "vamos passar rapa nesses caras". Cury defendeu que o estado brasileiro precisa de organização para combater o crime, alertando que um governo desorganizado agravaria os problemas da população. Caiado propôs o fechamento de presídios, definindo-os como "universidades do crime". Ele também defendeu medidas como a proibição de visitas íntimas e a gravação de encontros entre presidiários e advogados como fundamentais para sufocar o crime.