Acordo para Encerrar Processo O ex-deputado de Nova York, George Santos, chegou a um acordo para encerrar um processo que o acusava de manipular negociações em mercados de apostas. Na última sexta-feira (31), foi determinado que Santos terá que devolver os lucros obtidos com suas operações consideradas ilegais, totalizando US$ 17.569,98. Além disso, ele pagará uma multa civil de US$ 17.500, somando aproximadamente R$ 178 mil. Proibição do Mercado Financeiro A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) informou que, como parte do acordo, George Santos, que é filho de brasileiros, também foi impedido de operar no mercado financeiro por um período de três anos. A decisão visa coibir futuras irregularidades por parte do ex-parlamentar. Apostando na Própria Presença A controvérsia surgiu após o site de previsões Kalshi identificar atividade suspeita relacionada a um mercado sobre a presença ou não de Santos no discurso do Estado da União deste ano. A CFTC detalhou que, entre 12 e 25 de fevereiro de 2026, Santos operou um contrato intitulado “Quem comparecerá ao Discurso do Estado da União?” e apostou se ele próprio estaria presente. Usuários do site apostaram milhões de dólares em diversas personalidades, incluindo Santos, o filho do então presidente Donald Trump, Barron, e o jogador de hóquei Jack Hughes. Lucro com Falsa Declaração George Santos havia declarado publicamente que compareceria ao evento. No entanto, ele não compareceu, o que resultou em um lucro superior a US$ 17.500 com a valorização dos contratos em que apostou contra sua própria presença. Mercados de previsão como Kalshi e Polymarket ganharam popularidade, permitindo apostas em uma vasta gama de eventos. Histórico de Condenações e Perdão Presidencial Santos estava em regime de liberdade condicional, cumprindo uma pena de sete anos por roubo de identidade qualificado e fraude eletrônica relacionados à sua campanha eleitoral de 2022, quando sua pena foi comutada pelo então presidente Donald Trump. Ele passou menos de três meses na prisão. Trump justificou a decisão argumentando que, embora Santos fosse um "bandido", muitos outros no país não eram forçados a cumprir penas tão longas. O ex-congressista, que se declarou culpado em agosto de 2024 de duas das 23 acusações criminais, foi expulso do Congresso em 2023 por violações éticas.