Críticas à pesquisa O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou a última pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira (21). Segundo Haddad, o instituto está "meio esquisito" e ele desconhece quatro dos candidatos mencionados no levantamento, que somariam 9% do eleitorado. A declaração foi feita durante o lançamento do programa de Educação da sua campanha, neste sábado (22), na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. "Respeito todos os institutos, mas tenho duas pesquisas internas que estão muito destoantes, fora da margem de erro", afirmou Haddad, que aparece em segundo lugar na pesquisa Datafolha com 27% das intenções de voto, atrás do governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera com 45%. Candidatos desconhecidos O petista ressaltou que, além de Tarcísio de Freitas, não reconhece os outros nomes citados na pesquisa. O levantamento aponta Vera Lúcia (PSTU) com 4%, Carlos Machado (PCB) e a policial Edjane (Agir) com 3% cada, Vivian Mendes (UP) com 2% e Isadora Dias (PCO) com 1% das intenções de voto. Propostas para Educação Durante o evento, Haddad apresentou propostas para a área da Educação. Entre elas, estão a realização de novos concursos públicos para professores, a criação de uma carreira docente com "perspectiva de futuro" e a mudança no modelo de uso de plataformas digitais nas escolas estaduais. O candidato também afirmou que não pretende expandir o programa de escolas cívico-militares, mas que respeitará as comunidades escolares que optarem por esse modelo. Mais propostas educacionais O programa de Educação de Haddad também defende o ensino em tempo integral, a expansão dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) para o interior do estado, o fortalecimento das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) e a implementação do programa federal "Pé de Meia" em São Paulo. O evento contou com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e das candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).