Queda na Energia Elétrica Reduz Inflação ao Consumidor O Índice Geral de Preços (IGP-10) apresentou uma queda de 0,51% em agosto, um alívio em comparação com o recuo de 1,13% registrado em julho. A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o índice acumula uma alta de 1,48% em 2026 e de 2% nos últimos doze meses. Em agosto de 2025, o indicador havia avançado 0,16%, com uma acumulação de 2,84% em 12 meses. A principal força motriz por trás da queda em agosto foi a redução nos preços da energia elétrica residencial, impactada pela aplicação do Bônus de Itaipu para consumidores com até 350 kWh de consumo. Preços no Atacado e Derivados de Petróleo em Queda No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado, houve uma queda de 0,69% em agosto, após uma retração mais acentuada de 1,76% em julho. A maior influência nesse segmento veio do grupo de derivados de petróleo e biocombustíveis, que registraram uma queda de 10%, e de produtos químicos, com recuo de 1,48%. Os Bens Intermediários apresentaram a maior queda entre os grupos, com retração de 1,98%, contrastando com o avanço de 0,78% no mês anterior. Por outro lado, as Matérias-Primas Brutas reverteram uma queda de 4,47% para uma alta de 0,23%. IPC Desacelera com Habitação e Alimentação em Baixa O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou uma queda de 0,47% em agosto, revertendo a alta de 0,23% observada em julho. Das oito classes de despesa que compõem o indicador, sete apresentaram desaceleração ou queda. O grupo Habitação passou de uma alta de 0,38% para uma queda de 1,10%. Alimentação também contribuiu para a desaceleração, saindo de -0,22% para -0,91%. Transportes, que havia registrado alta de 0,12%, passou a cair 0,49%. Custo da Construção Avança com Mão de Obra em Alta Em contrapartida aos recuos em outros setores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou uma alta de 0,65% em agosto, repetindo o desempenho de julho. O componente de Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,46% para 0,20%. Já o componente de Serviços acelerou de 0,17% para 0,34%. O principal impulsionador da alta no INCC foi a Mão de Obra, que registrou um aumento de 1,25% em agosto, comparado a 0,96% em julho. Reajustes salariais em diversas regiões do país, como Porto Alegre com alta de 3,5% na mão de obra, contribuíram para essa pressão.