Condenação em primeira instância O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou o influenciador Victor Oliveira a 10 meses e 15 dias de detenção, em regime aberto, por criar perfis falsos em redes sociais para difamar seu ex-companheiro, Jonathan Palhares. A decisão, proferida pela 16ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda, cabe recurso e a pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade. Uso de redes sociais para difamação Victor Oliveira, conhecido por seu conteúdo de humor, cultura e cotidiano e com mais de 350 mil seguidores em uma de suas redes sociais, teria criado contas falsas nas plataformas Grindr e Instagram em 2023. Através delas, o influenciador divulgou informações incorretas sobre Jonathan Palhares. Em uma das ações, Victor enviou uma mensagem a um usuário do Grindr alegando que a vítima aplicava golpes na região de Santa Cecília, em São Paulo. Mensagens difamatórias a conhecidos O influenciador também teria contatado conhecidos de Jonathan, incluindo um ex-namorado, com alegações de que a vítima o estaria acusando de abuso e de dívidas financeiras não pagas. As mensagens enviadas por Victor afirmavam que Jonathan estaria falando mal dele, o acusando de ser abusivo e de não devolver dinheiro emprestado. Testemunhas contataram pela defesa de Jonathan confirmaram o teor difamatório das mensagens. Autoria confirmada e confissão Após a quebra do sigilo dos dados, foi possível confirmar a autoria de Victor através do vínculo entre os acessos às contas falsas e os dispositivos encontrados em sua residência. O influenciador confessou as ações, mas afirmou que as mensagens seriam apenas "desabafos". No entanto, a Justiça concluiu que Victor tinha a intenção de ofender a honra de Jonathan. Defesa irá recorrer Em nota, a assessoria de Victor Oliveira informou que a defesa irá recorrer da decisão, ressaltando que o processo ainda não teve um julgamento definitivo e que, conforme a Constituição Federal, ninguém é considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. A defesa também esclarece que alegações de conduta persecutória ou ameaça não são objeto desta condenação nem de qualquer outro processo. A defesa de Jonathan Palhares informou que não se manifestará sobre o caso.