Sanções Ineficazes, Afirma Teerã O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, descartou categoricamente neste domingo (23) a ameaça de novas e severas sanções por parte dos Estados Unidos. Segundo o chefe da diplomacia iraniana, as medidas propostas pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que prometeu as “sanções mais duras da história”, são um reflexo do desespero americano e não terão o poder de derrotar Teerã. Economia Sob Pressão, Mas Irã Mantém Postura Firme A economia iraniana já se encontra sob intensa pressão devido a sanções internacionais preexistentes. A infraestrutura do país tem sido alvo de ataques recorrentes, e milhares de vidas foram perdidas em ofensivas aéreas contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro. Apesar desse cenário adverso, o Irã mantém uma postura desafiadora após quase seis meses de conflito. O país conseguiu paralisar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de petroleiros não autorizados por uma rota vital para o suprimento global de petróleo, o que, por sua vez, elevou os preços internacionais do produto. Apelo por Diálogo e Respeito Em um vídeo divulgado no Telegram, Araqchi descreveu as ações americanas como “cenários repetitivos” e afirmou que a transição das operações militares para a imposição de sanções demonstra o desespero da liderança dos EUA. Ele enfatizou a necessidade de Washington dialogar com o Irã de forma respeitosa, buscando uma “solução baseada na justiça e na honra”. “Nunca tivemos medo. Todas as ações deles — sejam bloqueios ou outras medidas militares que tomaram — fracassaram, e essa nova iniciativa deles também fracassará”, declarou o ministro. China Pressionada e Defesa da Diplomacia O Presidente dos EUA, Donald Trump, havia anteriormente alertado sobre consequências econômicas para qualquer nação que oferecesse “qualquer tipo de apoio vital ao Irã”. Bessent, em particular, buscou a cooperação da China, principal compradora de petróleo iraniano, adquirindo mais de 80% das exportações, conforme dados de 2025 da empresa de análise Kpler. No entanto, a China tem defendido a via diplomática, argumentando que uma guerra econômica seria prejudicial para todas as partes envolvidas.