Primeira execução sob nova chefia do Ministério da Justiça O Japão executou nesta sexta-feira Sunao Takami, de 58 anos, condenado por provocar um incêndio em uma casa de pachinko em Osaka, em 2009, que resultou na morte de cinco pessoas. A execução, realizada por enforcamento, marca a primeira desde que Sanae Takaichi assumiu o cargo de primeira-ministra, em outubro do ano passado. A última execução no país ocorreu em junho de 2025, com o caso de Takahiro Shiraishi, o "assassino do Twitter", condenado por nove homicídios. Detalhes do crime chocante Takami ateou fogo a uma casa de pachinko, um popular estabelecimento de jogos de azar, após jogar gasolina no local, que ficava próximo à sua residência. As chamas se alastraram rapidamente, ceifando a vida de quatro clientes e um funcionário. O ministro da Justiça, Hiroshi Hiraguchi, declarou que o incidente teve "consequências extremamente graves" e "chocou a sociedade, infundindo um profundo sentimento de medo". Ele afirmou ter ordenado a execução da sentença após "considerar o caso com a maior cautela possível". Prática habitual e contexto global Conforme a prática habitual no Japão, Takami foi informado sobre sua execução iminente apenas na manhã desta sexta-feira. O país, juntamente com os Estados Unidos, é um dos poucos membros do G7 a ainda aplicar a pena de morte. Em um contexto global, as execuções em 2025 dispararam 78%, atingindo o maior número registrado pela Anistia Internacional desde 1981, com 2.707 execuções em 17 países. Opinião pública favorável à pena capital Apesar das críticas internacionais relacionadas à lentidão dos processos e às condições das execuções, a opinião pública japonesa permanece, em sua ampla maioria, favorável à pena de morte. O caso de Takami reacende o debate sobre a justiça e a punição no país asiático.