O Passado Imperial em Alta na Moda Atual A moda desta temporada celebra o passado imperial, com duas peças icônicas ressurgindo com força total: a jaqueta napoleônica e a Tang jacket. Inspiradas no imperador francês Napoleão Bonaparte e na dinastia Qing chinesa, respectivamente, esses modelos invadiram as passarelas de grifes internacionais como Dior, Alexander McQueen, Dolce & Gabbana e Mugler, além de conquistarem o universo do streetwear. Especialistas apontam que essa tendência reflete um desejo coletivo por proteção e solidez em um período de instabilidade global. Da Cavalaria Húngara ao Prestígio Napoleônico A jaqueta napoleônica, também conhecida como hussarda, tem suas origens na cavalaria húngara do século XV. No século XIX, durante o império de Napoleão Bonaparte, a peça se tornou um símbolo de prestígio e poder. Nas décadas de 1980 e 1990, figuras influentes como a princesa Diana e o cantor Michael Jackson ajudaram a popularizar novamente o modelo, trazendo-o de volta ao cenário da moda. A Elegância Ancestral da Tang Jacket Por outro lado, a Tang jacket, um tradicional casaco da dinastia Qing (1644-1912), destaca-se por seu fechamento característico, um nó de tecido chamado pankou. A peça ganhou uma releitura moderna pela Adidas em 2025 e também foi adotada por marcas nacionais, como a BDLN. Segundo Leo Neves, co-fundador da BDLN, a reinvenção da Tang jacket com novos materiais e proporções consegue um equilíbrio entre memória e inovação, conectando o ancestral ao contemporâneo. Um Diálogo Entre História e Contemporaneidade A presença dessas jaquetas históricas nas coleções de verão e inverno de 2026 sinaliza uma forte conexão entre o passado e o presente. A moda, muitas vezes, espelha o contexto social e cultural, e o retorno dessas peças robustas e com um toque de imponência pode ser interpretado como um anseio por estabilidade e um resgate de valores tradicionais em meio a um mundo em constante mudança.