Decisão chave abre caminho para milhares de processos contra gigantes da tecnologia Um tribunal federal de apelações nos Estados Unidos deu aval para que mais de três mil ações judiciais prossigam contra gigantes da tecnologia como Meta (controladora do Facebook e Instagram), Google (dono do YouTube), TikTok (da ByteDance) e Snapchat (da Snap). As empresas são acusadas de projetar suas plataformas de forma a criar dependência em jovens usuários, o que teria contribuído para o aumento de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, entre crianças e adolescentes. Meta e TikTok tentaram reverter decisão, mas recurso é negado A decisão do Tribunal de Apelações do 9º Circuito, sediado em São Francisco, rejeitou um recurso apresentado pela Meta e pelo TikTok. As companhias buscavam anular uma determinação de instância inferior que as obrigava a responder aos processos. Os juízes entenderam que as empresas recorreram em um momento inadequado, sem analisar o mérito dos argumentos contra a decisão de primeira instância. Julgamento contra Meta segue em frente apesar de pedido de adiamento Em outra frente, o tribunal também negou o pedido da Meta para adiar um julgamento que se inicia nesta quarta-feira. Neste caso, os procuradores-gerais de 29 estados americanos acusam a empresa de coletar e usar dados de crianças ilegalmente, projetar suas redes para manter jovens engajados e enganar consumidores sobre a segurança das plataformas. A Meta alegou que o julgamento não deveria prosseguir enquanto seu recurso estivesse pendente, mas o pedido foi negado pelos magistrados. Contexto de crescente pressão sobre redes sociais e saúde mental jovem Esta decisão surge em um momento de crescente escrutínio sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de jovens. Recentemente, um juiz do Novo México condenou a Meta a destinar US$ 567 milhões a um fundo de saúde mental para adolescentes e a implementar medidas adicionais de proteção para usuários jovens, após constatar que a empresa criou uma situação de risco à saúde pública no estado. Os processos, que buscam indenizações e multas, argumentam que a proteção legal oferecida pela Seção 230 da legislação americana não se aplica às acusações de como as empresas projetam e operam seus produtos.