Trajetória de Sucesso que Começou no Rádio A televisão brasileira perde uma de suas maiores estrelas. Laura Cardoso faleceu na madrugada desta terça-feira, aos 98 anos, poucos dias antes de completar 99. A notícia foi confirmada através de uma emocionante mensagem publicada nas redes sociais da própria atriz, que dizia: "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso". Sua partida encerra uma carreira de mais de sete décadas dedicada à arte, que teve início no rádio aos 15 anos, na Rádio Cosmos, e a levou à televisão em 1952, com sua estreia no programa "Tribunal do Coração", da TV Tupi. Da Tupi à Globo: Uma Carreira Marcada por Personagens Inesquecíveis Laura Cardoso consolidou seu nome na teledramaturgia brasileira a partir de 1981, quando estreou na Globo na novela "Brilhante". Ao longo de sua passagem pela emissora, participou de mais de 60 novelas, dando vida a personagens icônicos que ficaram gravados na memória do público. Entre seus trabalhos mais memoráveis estão Isaura, mãe das gêmeas em "Mulheres de Areia" (1993), novela que se tornou um grande sucesso; Dona Guiomar em "A Viagem" (1994), personagem que enfrentou as assombrações espirituais de Alexandre (Guilherme Fontes); e a cigana Soraya em "Explode Coração" (1995), novela pioneira nas gravações nos Estúdios Globo. Passagens pela Record e o Retorno Triunfal à Globo No início dos anos 2000, Laura Cardoso explorou novos horizontes ao integrar o elenco da Record na novela "Vidas Cruzadas". No entanto, seu vínculo com a Globo logo foi retomado com sua participação em "A Padroeira", de Walcyr Carrasco, marcando o início de uma nova fase de sucesso na emissora carioca. O Último Papel e a Paixão pela Atuação Seu último trabalho na televisão foi em 2019, na novela "A Dona do Pedaço", também de Walcyr Carrasco, onde interpretou Matilde. Desde então, Laura estava afastada das novelas, mas mantinha viva sua paixão pela arte. Em 2023, ao receber o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra no 51º Festival de Cinema de Gramado, a atriz declarou: "A aposentadoria é uma coisa horrível. Se você ficar parada, você morre. Quero continuar na batalha, quero ficar de pé, lutando". Uma declaração que reflete seu espírito vibrante e sua dedicação incansável à atuação até seus últimos dias.