Julgamento Marcado para 2027 A Justiça de São Paulo definiu as datas de 11, 12 e 13 de maio de 2027 para o júri popular de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC). Marcola é acusado de envolvimento em homicídios consumados e tentados contra policiais militares em 12 de maio de 2006, durante os ataques coordenados pelo PCC naquele ano. Os Crimes de Maio de 2006 Os eventos de maio de 2006 marcaram um dos capítulos mais sombrios da segurança pública brasileira. Na ocasião, o PCC, até então pouco conhecido pelo público em geral, orquestrou uma série de ataques em todo o estado após a transferência de 765 líderes da facção para uma penitenciária de segurança máxima. Os criminosos impuseram um toque de recolher velado e executaram 59 agentes de segurança pública. O confronto com as forças policiais resultou em um saldo total de 564 mortos, sendo 59 agentes e 505 civis. Acusações Contra Marcola Marcola é especificamente acusado de ter assassinado um policial militar durante os ataques de 12 de maio de 2006. Além disso, ele responderá por uma tentativa de homicídio, onde a execução foi iniciada, mas não concluída por circunstâncias alheias à vontade do executor. O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra Marcola em setembro de 2006, e os acusados foram pronunciados em 2009. O processo foi transferido de comarca em 2019 por questões de segurança, resultando no julgamento agendado para 21 anos após os crimes. Defesa Alega Excesso de Prazo Em nota, Bruno Ferullo, advogado de Marcola, afirmou que seu cliente nega as acusações e que a própria Justiça reconheceu, em 2023, o excesso de prazo na condução do processo. O advogado argumenta que a demora no julgamento compromete a garantia constitucional da razoável duração do processo, afetando o direito do acusado a um julgamento tempestivo e a preservação das provas, especialmente diante do decurso do tempo e seus efeitos sobre a memória de testemunhas e elementos probatórios.