Luto no Carnaval Carioca Beth Andrade, nora do icônico contraventor Castor de Andrade e uma figura inesquecível nos carnavais do Rio de Janeiro, faleceu nesta sexta-feira aos 75 anos. Ela se destacou como um dos nomes que ajudaram a moldar a história da Mocidade Independente de Padre Miguel, especialmente nas décadas de 1980 e 1990. Um Legado na Avenida Durante anos, Beth Andrade foi uma presença constante e vibrante nos desfiles da Mocidade, ostentando seu lugar de destaque no carro abre-alas. Sua ligação com a escola era profunda, sendo casada com Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho Andrade, filho de Castor de Andrade, um dos maiores patronos da agremiação. Trajetórias Marcadas por Tragédias A vida de Beth foi marcada por perdas significativas. Seu marido, Paulinho Andrade, foi assassinado em 1998, um ano após a morte de seu pai, em uma emboscada na Barra da Tijuca. O crime ocorreu em um contexto de disputa pelo vasto espólio de Castor de Andrade, figura central no mundo do jogo do bicho. O Caso Rogério de Andrade A investigação do assassinato de Paulinho Andrade apontou o ex-policial militar Jadir Simeone como autor, que chegou a implicar Rogério de Andrade, primo de Paulinho, como mandante do crime. Rogério de Andrade foi a julgamento por duas vezes. Em 2002, foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão, mas conseguiu anular a decisão. Em um novo júri, onze anos depois, foi absolvido.