Uma Vida Dedicada ao Futebol e ao Jornalismo O jornalismo esportivo brasileiro perdeu um de seus grandes nomes. Marcos Parreiras Horta Penido, carinhosamente conhecido como Penidão, faleceu na madrugada desta sexta-feira (data exata, se disponível), aos 74 anos, no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro. Sofrendo de insuficiência cardíaca há alguns anos, seu estado de saúde se agravou recentemente, afetando também os rins. Ele deixa sua esposa, Rita, e dois enteados. O sepultamento ocorrerá neste sábado no Cemitário São João Batista. De Torcedor a Cronista de Copas A carreira de Penidão foi uma imersão profunda no universo do futebol. Com quase quarenta anos de profissão, ele cobriu oito Copas do Mundo consecutivas pelo jornal O GLOBO, de 1986 a 2014, além da edição de 1982 pelo Jornal do Brasil. Sua lente esteve presente em momentos icônicos, desde a Copa de Sarriá até a conquista do tetra nos Estados Unidos e o penta na Ásia, acompanhando de perto a evolução tática e a transformação na cobertura esportiva. Seus trabalhos em equipe renderam-lhe dois prêmios Esso, um reconhecimento de seu talento e dedicação. Um Momento Inesquecível e a Paixão Botafoguense Uma noite em especial marcou a trajetória de Penidão e sua paixão pelo Botafogo. Em 1995, durante a final do Campeonato Brasileiro entre Santos e Botafogo no Pacaembu, o jornalista, que era setorista do clube alvinegro e botafoguense de coração, não suportou a tensão nos minutos finais. Virou de costas para o campo, incapaz de assistir à pressão santista. Ao voltar a olhar, o Botafogo era campeão. Penidão viveu a euforia da torcida no vestiário, retornou ao Rio com a delegação e, mais uma vez, transformou a emoção em palavra escrita, como sempre fez. Legado de Humildade e Companheirismo Apesar de um currículo impressionante, repleto de experiências que muitos jornalistas esportivos sonham em acumular, o que mais marcava em Penidão era sua essência. Colegas de profissão o descrevem como um homem avesso à ostentação, de uma humildade genuína e de um companheirismo que inspirou gerações de repórteres. Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo esportivo, mas seu legado de paixão, ética e profissionalismo permanecerá vivo na memória daqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado.