Preços 'Proibitivos' Impulsionam Redução A Mosaic, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo, estima uma redução significativa de até 30% na aplicação de fertilizantes fosfatados no Brasil até 2026, em comparação com a média histórica. Segundo executivos da companhia, os altos custos da matéria-prima, como o enxofre, tornaram os preços dos fosfatados “proibitivos”, levando a essa projeção. Impacto na Produtividade Já é Notado Os primeiros sinais dessa menor aplicação já começam a ser sentidos em algumas regiões do país, com relatos de queda na produtividade agrícola. A vice-presidente executiva comercial da Mosaic, Jenny Wang, informou que a menor reposição de nutrientes deve retirar cerca de 1,3 milhão de toneladas adicionais de nutrientes dos solos brasileiros. Nos Estados Unidos, a situação é semelhante, com uma redução estimada de até 1,4 milhão de toneladas. Cenário Contraste com o Ano Anterior No último ano, o consumo de fosfato no Brasil permaneceu estável e com crescimento, diferentemente do mercado americano, onde a aplicação ficou cerca de 15% abaixo do normal. No entanto, para 2026, a Mosaic projeta essa diminuição de até 30% em ambos os países. Recuperação das Commodities Pode Aliviar Pressão Apesar das projeções preocupantes, o CEO da Mosaic, Bruce Bodine, apontou que a recente recuperação nos preços das commodities agrícolas pode ajudar a mitigar parcialmente as restrições na demanda por fertilizantes. Contudo, a expectativa de menor aplicação de fosfatados permanece um ponto de atenção para o setor.