Presidente do TSE vota contra PT em disputa por verba eleitoral O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, votou nesta quinta-feira (13) contra um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) que buscava aumentar a fatia da legenda no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. A votação foi interrompida após um pedido de vista da ministra Estela Aranha, o que suspendeu a distribuição de recursos do fundo para todos os partidos até a conclusão do julgamento. PT questiona cálculo do fundo com base em mudanças na Câmara O PT contesta a metodologia utilizada pelo TSE para calcular a parcela do fundo eleitoral destinada a cada partido. A disputa gira em torno da forma como o número de deputados federais de cada legenda é considerado. Atualmente, 48% do FEFC é distribuído com base na representação na Câmara dos Deputados, utilizando uma "fotografia" da composição da Casa em 1º de junho do ano eleitoral. Mudanças posteriores a essa data não afetam a divisão. Caso Alagoas: retotalização de votos gera controvérsia A ação do PT se originou de uma mudança na bancada de Alagoas. Após a cassação de um suplente de deputado federal do PT no estado, a Justiça Eleitoral local determinou uma retotalização dos votos de 2022, concluída em 13 de maio de 2026. Esse processo resultou na diplomação de um novo suplente do Republicanos em 15 de maio. Cinco dias depois, o ministro Dias Toffoli suspendeu a retotalização, aguardando o julgamento de um recurso. O PT questiona qual composição da Câmara deve prevalecer: a anterior à retotalização, conforme a decisão de Toffoli, ou a nova composição com o deputado do Republicanos. Voto de Nunes Marques e o impacto da suspensão Nunes Marques, em seu voto, interpretou que a decisão de Toffoli suspendeu o procedimento, mas não desfez a retotalização já concluída e a diplomação do novo suplente. Para o ministro, como a recontagem já havia sido finalizada antes da decisão de Toffoli, ela não poderia alterar retroativamente o resultado. Assim, ele considerou que a nova composição da bancada, com um deputado a menos para o PT e um a mais para o Republicanos, já registrada nos sistemas em 1º de junho, deveria ser usada no cálculo do fundo. A suspensão do julgamento pela ministra Estela Aranha, no entanto, impede a distribuição de 48% do fundo eleitoral para todos os partidos, pois a decisão sobre a composição da bancada pode afetar todas as legendas.