Caso Oliver: Justiça aceita denúncia contra pais por morte de criança Os pais do menino Oliver Grayson, de 3 anos, que morreu após ser vítima de espancamento em Viamão, no Rio Grande do Sul, foram formalmente acusados pelo Ministério Público e tornaram-se réus em processo judicial. A denúncia, que inclui os crimes de homicídio doloso qualificado e tortura, foi acolhida pelo Tribunal de Justiça na última sexta-feira (28). Investigação aponta elementos suficientes para processo De acordo com o juiz Guilherme Pires Mitidiero, da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal da Comarca de Viamão, as investigações reuniram provas consistentes que indicam a autoria do pai, o norte-americano D’Andre Grayson, e da mãe, Mayanna Angelina Rodgers, na morte da criança. O magistrado ressaltou que os fatos apresentados correspondem aos elementos informativos coletados durante o inquérito policial, sendo suficientes para dar andamento ao processo. Maus-tratos ocorriam na residência familiar A morte de Oliver ocorreu em 9 de julho. Em depoimento à Polícia Civil, D’Andre Grayson alegou ter agredido o filho por ele não ter respondido ao cumprimento de “bom dia”. Mayanna Angelina Rodgers, por sua vez, permaneceu em um cômodo adjacente, ouvindo as agressões sem intervir. A investigação policial revelou que os maus-tratos não se restringiam a Oliver, estendendo-se também a outros três filhos do casal, que também eram vítimas de violência na residência familiar, localizada na zona rural do distrito de Águas Claras. Acusações e próximos passos Atualmente, D’Andre Grayson responde por homicídio doloso qualificado e tortura contra Oliver e os outros três menores. Mayanna Angelina Rodgers é acusada de tortura por omissão em relação às quatro crianças. Ambos os pais têm o prazo de 10 dias para apresentar defesa formal e permanecem detidos preventivamente. A reportagem tentou contato com a defesa dos acusados, mas o espaço permanece aberto para manifestações.