Disputa presidencial mais apertada? A nova pesquisa Genial/Quaest revela que a corrida presidencial segue polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Lula caiu de 40% para 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 28% para 30%. A diferença entre os dois diminuiu de 12 para 9 pontos percentuais. No segundo turno, a tendência se mantém. Lula passou de 45% para 44%, e Flávio Bolsonaro aumentou de 37% para 39%. A margem de vantagem do petista caiu de oito para cinco pontos percentuais. Lula mantém a liderança, mas com menor folga Apesar da recuperação de Flávio Bolsonaro, Lula continua liderando ambos os cenários testados pela Quaest, mantendo-se como favorito na disputa. A eleição segue concentrada nos dois principais candidatos, sem alterações significativas na estrutura geral da corrida. Terceira via: Estabilidade com redistribuição Fora da polarização, a novidade é o empate entre Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) com 4% das intenções de voto cada. Em julho, Caiado estava isolado na terceira posição. O resultado indica que o espaço da terceira via se mantém estável, mas as preferências internas se redistribuíram. Um dado relevante é a queda de sete pontos na intenção de voto de Lula entre eleitores independentes em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, que cresceu três pontos. Esse grupo é considerado estratégico em disputas acirradas. Redutos eleitorais: Nordeste e Sul firmes, Sudeste acirrado O Nordeste continua sendo o principal reduto de Lula, com 59% das intenções de voto, contra 20% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o cenário se inverte: Bolsonaro lidera com 43%, enquanto Lula tem 25%, consolidando a região como sua principal base eleitoral. O Sudeste segue como o campo de batalha mais equilibrado, com Lula registrando 31% e Flávio Bolsonaro 33%, mantendo a competição acirrada observada nas pesquisas anteriores. O que a nova Quaest indica para a corrida? A pesquisa aponta que Lula mantém a liderança nacional e seu principal reduto, enquanto Flávio Bolsonaro interrompe sua queda anterior, recupera espaço e diminui a distância para o presidente. A polarização continua sendo o eixo central da sucessão, mas a corrida se mostra mais competitiva do que há um mês.