Mercados asiáticos iniciam semana com instabilidade Os mercados asiáticos apresentaram um início de semana turbulento nesta segunda-feira. O preço do petróleo bruto, referência global, disparou 2% logo nas primeiras negociações após os militares dos Estados Unidos atacarem lança-foguetes iranianos que se preparavam para lançar minas no Estreito de Ormuz. O incidente encerrou um período de relativa calmaria na região, reacendendo preocupações geopolíticas. Comentários do Fed elevam expectativa de alta de juros Paralelamente, o dólar americano manteve seus ganhos após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, fazer comentários considerados mais duros em seu discurso em Jackson Hole na última sexta-feira. Warsh alertou que a inflação não está desacelerando significativamente e que o Fed ainda tem "trabalho a fazer" para atingir sua meta. Suas declarações aumentaram as apostas dos operadores em uma possível alta da taxa de juros já no próximo mês, levando o rendimento dos títulos americanos de dois anos ao nível mais alto em um mês e impulsionando o dólar em 0,4%. Impacto nas condições financeiras globais Analistas apontam que a combinação de um dólar mais forte e o aumento dos rendimentos dos títulos americanos podem apertar as condições financeiras em toda a Ásia. "Os mercados parecem caminhar para um início turbulento da semana de negociações", escreveu Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, em nota aos clientes. "O sentimento certamente não será ajudado pelo risco geopolítico no Oriente Médio." A tendência de baixa do dólar, que vinha sendo observada, parece menos certa diante do impulso mais favorável à moeda americana. Reformas na Coreia do Sul e atenção ao iene Na Ásia, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, promoveu uma reforma ministerial, elevando um vice-ministro das Finanças ao principal cargo econômico do país e nomeando um novo ministro da Defesa, em uma tentativa de reativar o crescimento e aumentar os investimentos. Os mercados também estarão atentos à Coreia do Sul e ao Japão, onde a moeda local, o iene, permanece próxima de 160 por dólar, um nível que pode intensificar a retórica das autoridades japonesas para conter a desvalorização.