Aumento Gradual do Piso Salarial Aprovado na CAE A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, de forma simbólica, o aumento escalonado do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas. A decisão veio após a aprovação de uma emenda apresentada pela liderança do governo na Casa, que visa implementar o aumento de forma gradual. O novo piso estabelece um valor de R$ 13.662 para uma jornada semanal de 20 horas, com adicionais para horas extras e trabalho noturno. Detalhes da Proposta e Tramitação A proposta original já havia sido aprovada em outras comissões de forma terminativa, mas recebeu um recurso que a levou para deliberação no plenário. No contexto do plenário, a liderança do governo apresentou quatro emendas para mitigar o impacto financeiro da medida. O relator da matéria na CAE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), acatou uma das emendas, que institui o formato escalonado, e rejeitou as outras três. Implementação em Três Anos Com a aprovação da emenda, o novo piso salarial será implementado em três fases. No primeiro ano após a publicação da lei, será pago 40% do valor nominal. No segundo ano, o percentual sobe para 70%, e no terceiro ano, atinge-se 100% do piso, totalizando R$ 13.662. O senador Nelsinho Trad considera esse prazo de transição de três anos como "razoável", permitindo que empregadores, tanto do setor público quanto do privado, se adaptem e mitigando possíveis impactos negativos no mercado de trabalho. Rejeição de Outras Emendas e Próximos Passos Outras emendas sugeridas pelo governo, como a exclusão de servidores estatutários e empregados de pessoas jurídicas de direito público do escopo do piso e do reajuste anual pelo IPCA, foram rejeitadas pelo relator. As mudanças propostas para tornar facultativa a compensação integral das despesas de pessoal dos estados, Distrito Federal e municípios também não foram acatadas. Assim, o reajuste anual pelo IPCA e a compensação aos entes por meio de transferências do Fundo Nacional de Saúde (FNS) permanecem previstos. A proposta agora segue para a Comissão de Assuntos Sociais e, posteriormente, será analisada pelo plenário do Senado. Caso aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados.