Justiça de São Paulo determina prisão de policial militar A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, ocorrida em novembro de 2024. A decisão, assinada pela juíza Luiza Torggler Silva, atende a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a uma petição dos advogados da família da vítima. Novo caso de violência motiva prisão Segundo o MPSP, Bruno Carvalho teria se envolvido em uma nova ocorrência de crimes violentos, após supostamente cometer ameaça e lesão corporal contra a própria mulher, no contexto de violência doméstica. De acordo com o relato da vítima, o policial a agrediu fisicamente, causando hematomas, e a ameaçou de morte repetidamente. Durante a discussão, ele teria se dirigido ao local onde guarda sua arma institucional, o que levou a mulher a fugir de casa descalça em busca de socorro. Periculosidade e reiteração de comportamento O Ministério Público argumentou que o novo incidente demonstra que as medidas cautelares anteriormente impostas ao policial não foram suficientes para conter sua reiteração de comportamentos potencialmente lesivos. A Justiça, diante das informações, determinou a expedição imediata do mandado de prisão preventiva e a apreensão de armas de fogo em posse do PM. O caso também foi encaminhado ao juízo da 1ª Vara da Violência Doméstica de Santo Amaro. Família da vítima celebra decisão Júlio Cesar Navarro, pai de Marco Aurélio Cardenas, classificou a ordem de prisão, expedida 619 dias após o assassinato do estudante, como uma data "especial" para a família. Bruno Carvalho e outro policial, Guilherme Augusto Macedo, já respondiam pelo homicídio qualificado em liberdade e aguardavam júri popular, cuja data ainda será definida. Relembre o caso Marco Aurélio Marco Aurélio Cardenas Acosta foi baleado por um policial militar em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, em 20 de novembro de 2024. Segundo o boletim de ocorrência da época, os policiais atenderam a uma chamada no local e relataram que o estudante estava "bastante alterado, agressivo, e resistiu à abordagem policial, entrando em vias de fato com a equipe". Durante o confronto, ele teria tentado pegar a arma de um dos policiais, que então disparou contra o estudante. Marco Aurélio chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial.