Luto persistente no Irã Seis meses se passaram desde o trágico ataque a uma escola em Minab, no Irã, mas o luto e a dor para muitas famílias permanecem intensos. Entre elas estão Masoud Jafari e Khadijeh Ahmadizadeh, pais de Mohammad Taha Jafari, uma das crianças que perderam a vida no atentado. O ataque ocorreu em 28 de fevereiro, marcando o primeiro dia de um conflito no Irã. Autoridades iranianas reportaram a morte de mais de 175 crianças e professores. Uma investigação militar preliminar dos Estados Unidos, divulgada pela Reuters em 5 de março, indicou que forças americanas poderiam ser as responsáveis pelo ataque fatal. A busca desesperada por respostas Mohammad Taha foi uma das três crianças cujos corpos foram recuperados posteriormente. A identificação inicial, impossível por meio de fotografias, foi confirmada por exame de DNA, um processo doloroso para seus pais. Masoud Jafari descreve o momento em que chegou ao local, inicialmente acreditando que iria apenas buscar seu filho. “Quando cheguei perto do muro da escola, percebi que a escola havia sido atingida”, relata. Ele conta ter encontrado destroços de um míssil com uma etiqueta que indicava origem nos Estados Unidos. Masoud cobra explicações: “Eles deveriam explicar por que atacaram a escola. Um pedido de desculpas não resolve nada.” O impacto na vida das famílias Khadijeh Ahmadizadeh, mãe de Mohammad, narra o desespero ao procurar seu filho em meio ao caos. “Eu gritava e chorava muito naquele lugar, dizendo: ‘Tirem meu filho de lá, meu filho tem asma, ele vai ter dificuldade para respirar’”, relembra. A preocupação com a saúde do filho superava o medo dos perigos ao redor. Mesmo após seis meses, Khadijeh afirma que a dor não diminuiu. “Eles deixaram uma dor no coração de Minab que nunca vai embora”, desabafa. Ela expressa a dificuldade em aceitar a perda de tantas crianças com sonhos e planos interrompidos, como o de Mohammad, que desejava apenas voltar para casa e vestir sua roupa para o Eid. Contexto e gravidade do ataque A escola atingida está localizada ao lado de um complexo operado pela Guarda Revolucionária Islâmica. Caso a participação dos Estados Unidos seja confirmada, este ataque se configuraria como um dos episódios com maior número de vítimas civis em conflitos americanos recentes no Oriente Médio.