Senado deve acelerar votação da PEC do fim da escala 6x1 O Senado Federal tem planos de intensificar a análise de pautas importantes para o governo federal na próxima semana, com destaque para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala de trabalho 6x1. O senador Paulo Paim (PT-RS) expressou, em entrevista, sua expectativa de que o relator da matéria, Omar Aziz (PSD-AM), apresente seu parecer ainda esta semana, possibilitando a votação durante o próximo período de esforço concentrado. Paim ressaltou que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), compartilha da mesma urgência, e que a proposta já conta com tempo suficiente para análise pelos parlamentares. Apoio popular e maturidade da proposta Segundo o senador Paulo Paim, pesquisas indicam um forte apoio popular, em torno de 80%, à adoção do modelo de trabalho 5x2 em detrimento do 6x1. Ele também destacou que a proposta, em tramitação desde 2019, está madura para ser votada e que o relator, Omar Aziz, goza de respeito entre parlamentares de diversas vertentes políticas. Paim refutou a ideia de que tenha faltado debate sobre a redução da jornada, mencionando sua participação em discussões em diversas comissões do Senado desde 2015 e até mesmo em uma sessão temática com representantes do setor empresarial. Benefícios da redução da jornada de trabalho O senador argumenta que a redução da jornada semanal para 40 horas pode trazer benefícios significativos, como o aumento da produtividade e a geração de empregos, além da diminuição de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Paim relacionou essa discussão aos avanços tecnológicos, como automação, robótica e inteligência artificial, defendendo que o progimento tecnológico deve, necessariamente, reverter em benefícios para a sociedade. Ele citou a experiência da França, com a redução de sua jornada de trabalho, como um exemplo a ser seguido. Outras pautas prioritárias e o cenário eleitoral Além da PEC do fim da escala 6x1, Paulo Paim abordou outras prioridades do governo Lula no Senado, como a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre terras raras e minerais críticos. Ele informou que o relatório da PEC da Segurança Pública está praticamente pronto. Paim acredita que ambas as PECs podem avançar antes das eleições, desde que haja acordo sobre a ordem de votação. O senador defendeu que os parlamentares não hesitem em votar essas propostas por receio de repercussões eleitorais, argumentando que, com um acordo, diferentes grupos políticos poderão reivindicar os resultados positivos para o país.