Novo Exame no SUS para Detecção Precoce do Câncer Colorretal O Sistema Único de Saúde (SUS) acaba de incorporar o Teste Imunoquímico Fecal (FIT), um exame inovador que identifica minúsculas quantidades de sangue oculto nas fezes, invisíveis a olho nu. Essa nova ferramenta, publicada no Diário Oficial da União, visa auxiliar no rastreamento de pólipos, lesões pré-cancerígenas e do próprio câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino. A medida, que entra em vigor com o registro nos sistemas do SUS a partir de setembro, é um marco importante para a saúde pública brasileira. Quem Deve Fazer o Teste FIT e Como Funciona? O FIT é indicado para homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos. É fundamental ressaltar que o exame não se destina a pessoas que já apresentam sintomas ou suspeita clínica da doença; nesses casos, a colonoscopia continua sendo o procedimento de escolha. O objetivo principal do FIT é a detecção precoce, antes mesmo do surgimento de sinais de alerta. Este exame de rotina, a ser realizado a cada dois anos em ambulatórios de atenção básica, pode ser um divisor de águas na luta contra o câncer de intestino. O Que Acontece se o Teste For Positivo? Caso o FIT detecte a presença de sangue na amostra de fezes, o paciente será encaminhado para exames complementares, sendo a colonoscopia o mais provável. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para a avaliação do intestino, pois permite a visualização direta do cólon e reto e possibilita a remoção de pólipos durante o procedimento, prevenindo a evolução de lesões para câncer. É importante notar que o sangramento nas fezes também pode ser indicativo de outras condições, como úlceras, hemorroidas e doença inflamatória intestinal. Vantagens do Novo Teste e Impacto na Saúde Pública O Ministério da Saúde destaca que o teste FIT apresenta alta sensibilidade, variando entre 85% e 92% na identificação de possíveis alterações. Diferentemente de métodos anteriores, o FIT utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta sua precisão. As principais vantagens do exame incluem a ausência de preparo intestinal, a dispensa de dieta restritiva, a coleta com uma única amostra, menor invasividade e maior adesão por parte da população. A expectativa é que a inclusão do FIT no SUS amplie o acesso à prevenção e detecção precoce para mais de 40 milhões de brasileiros, uma vez que o câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no país, excluindo os tumores de pele não melanoma.