Ameaças e Apelos por Intervenção A pressão sobre o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, atingiu um novo patamar na madrugada desta sexta-feira (14). Torcedores insatisfeitos com a gestão picharam a fachada da residência de Stabile com faixas de protesto contendo mensagens como "Intervenção judicial Já", "Fora ratos", "Acabou a paz" e "MP ajuda a Fiel". O ato ocorre dias após a polêmica decisão de não renovar o contrato do atacante holandês Memphis Depay, apesar de um acordo parecer iminente. Crise Se Aprofunda com Caso Memphis A saída de Memphis Depay, anunciada na última terça-feira (11), gerou uma onda de revolta nas redes sociais, com a hashtag #ForaStabile dominando os assuntos mais comentados no X (antigo Twitter). Torcedores defendiam a permanência do jogador, que havia aceitado reduzir salário, diminuir o período do contrato e congelar uma dívida de R$ 42 milhões com o clube. A decisão de Stabile, justificada pela necessidade de preservar a saúde financeira, desagradou diversos setores, que temem uma cobrança judicial de até R$ 180 milhões. Movimentos Sociais Exigem Mudanças O descontentamento vai além da questão Memphis. O Movimento Libertação Já lançou um abaixo-assinado pedindo a intervenção judicial no clube e a saída de Stabile, dando continuidade à campanha "Expulsão Já", que já reuniu mais de 50 mil assinaturas pela exclusão de ex-presidentes do quadro associativo. Grupos como a Gaviões da Fiel e a SAFiel também têm cobrado mais transparência e apresentado propostas para a gestão do futebol, sem obter respostas satisfatórias. Desgaste Financeiro e Esportivo A crise financeira do Corinthians agrava o cenário. O último balanço apontou um déficit de R$ 143,4 milhões e uma dívida bruta de R$ 2,7 bilhões. Além disso, o clube enfrenta três transfer bans da FIFA, impedindo a contratação de novos jogadores. Enquanto isso, o departamento de futebol e o marketing consideravam Memphis Depay peça chave para a temporada, com planos comerciais para viabilizar sua permanência. Em quase dois anos, o holandês disputou 79 partidas, marcou 20 gols e deu 15 assistências, tornando-se um símbolo da pressão sobre a atual diretoria.