Ataques em Kharkiv e Belgorod deixam mortos e feridos A Ucrânia e a Rússia se acusaram mutuamente de ataques letais neste domingo (9). Na cidade de Kharkiv, leste da Ucrânia, um prédio de apartamentos foi atingido, resultando na morte de três pessoas e deixando 37 feridos. Simultaneamente, autoridades russas em Belgorod relataram que cinco pessoas morreram e 25 ficaram feridas em um ataque de drone ucraniano. Odessa sob ataque: Porto danificado e acusações sobre segurança alimentar O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o porto de Odessa foi danificado por um ataque russo. Dezenas de drones e mísseis teriam atingido a cidade portuária do sul, ferindo uma dúzia de pessoas. Zelensky declarou que, ao atacar Odessa, a Rússia está em guerra contra a segurança alimentar mundial, uma vez que os portos da cidade são a principal rota para as vastas exportações agrícolas da Ucrânia. O Ministério da Defesa russo confirmou ter atingido instalações de armazenamento de combustível nos portos de Odessa e Chornomorsk, que, segundo a pasta, eram utilizadas pelas forças armadas ucranianas. Ataques à infraestrutura energética e marítima A Ucrânia também intensificou seus ataques contra a logística russa, reivindicando mais três ataques a petroleiros e outros navios de carga no Mar Negro no domingo. A gigante estatal ucraniana de petróleo e gás, Naftogaz, relatou um aumento significativo nos ataques às suas instalações nos últimos três dias, incluindo unidades de extração de petróleo. O Ministério da Energia da Ucrânia informou que ataques russos a instalações elétricas na região de Odessa causaram interrupção de energia para um número considerável de moradores, embora o fornecimento já tenha sido restabelecido para 90 mil consumidores. Apelo do Vaticano pela paz Enquanto a troca de ataques se intensifica, o Papa Leão XIV, no Vaticano, renovou seus apelos pelo fim da guerra, que já dura quatro anos e meio. O pontífice lamentou que "incidentes trágicos estão se multiplicando, causando um número cada vez maior de vítimas civis, incluindo crianças".