Críticas ao Judiciário e ao sistema O ex-governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema (Novo) defendeu uma "mudança profunda no Judiciário" e afirmou que o Brasil vive um "regime de exceção". As declarações foram feitas durante sabatina na Globonews, onde Zema também criticou a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por um vídeo que ironizava o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Zema, a situação atual é um "tapa na cara diariamente" para os brasileiros que trabalham e lutam para pagar as contas, enquanto "quem está lá em Brasília fica conseguindo contrato aí de milhões por causa de um cargo". Proposta para o STF Zema propôs a criação de uma lista tríplice para a indicação de ministros ao STF, com colaboração da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Ministério Público Federal (MPF) e do Senado. "Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis", declarou, defendendo a mudança nos critérios de indicação para a corte. Desempenho nas pesquisas e escolha de vice Questionado sobre o baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto presidencial, Zema relembrou sua eleição como "outsider" para o governo de Minas em 2018, quando estava em desvantagem até a reta final. "Se dependesse de pesquisa, eu nunca teria sido eleito governador em 2018", afirmou. Ele também defendeu a escolha do deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) como seu vice, anunciada recentemente, em meio a dificuldades na formação de alianças. Contexto da candidatura A escolha de Crivella para a vice-presidência ocorreu após tratativas com outros nomes, como o empresário Geraldo Rufino (Podemos) e o ex-ministro Joaquim Barbosa, não avançarem. O partido Novo também considerou o cientista político Felipe d'Ávila para o posto. A decisão por Crivella veio em um momento em que o prazo para a definição das chapas se aproximava.