Reforma Judicial em Debate O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reiterou neste sábado (19) sua defesa pela implementação de mandatos com prazo definido para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista em Ribeirão Preto (SP), Alckmin afirmou que "nada deve ser vitalício" e que a "alternância é saudável", sugerindo períodos de 10 a 15 anos, moldados em exemplos europeus. Contexto e Apoio Popular A discussão sobre a limitação do tempo de atuação dos ministros do STF ganhou força após recentes revelações envolvendo conexões entre membros da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro. Pesquisa recente da Quaest, divulgada em setembro de 2026, indicou que 53% dos eleitores brasileiros são favoráveis à medida. Alckmin já havia se manifestado sobre o tema em maio, em entrevista à Globo News. Outras Propostas para o STF Além da limitação de mandatos, juristas apontam a necessidade de outras reformas para restaurar a imagem institucional do STF. Entre elas, destacam-se a criação de um código de conduta e a restrição a decisões monocráticas. Alckmin também se manifestou a favor de um código de ética para os ministros, delimitando o que é permitido e o que não é. Transparência e Investigação O vice-presidente elogiou a decisão do ministro Edson Fachin de derrubar sigilos de investigações, classificando-a como "medida correta". Segundo Alckmin, "nada deve ser escondido" e a transparência é fundamental na vida pública, especialmente para aqueles em posições de grande responsabilidade. Ele ressaltou que o presidente Lula tem cobrado apurações "independentes de quem quer que seja". Impacto Político da Crise no STF A crise institucional vivenciada pelo STF tem sido apontada como um fator de incerteza para a campanha de reeleição do presidente Lula em 2026. Uma pesquisa Datafolha de 18 de setembro indicou que a crise no STF e o "caso Master" podem influenciar o voto de 47% dos eleitores. A desconfiança na Corte atingiu níveis recordes, com 38% dos eleitores considerando Lula o mais prejudicado pela situação, contra 31% que apontam o senador Flávio Bolsonaro como o mais afetado.