Alerta sobre Composição do Supremo Em meio a uma crise sem precedentes que abala o Supremo Tribunal Federal (STF), o movimento "Mulheres Negras Decidem" emitiu um comunicado destacando a urgência da diversidade na composição da Corte. O grupo, que já liderou campanhas pela nomeação de uma ministra negra para o STF, argumenta que juristas negras representam uma via fundamental para superar o atual labirinto político nacional. Diversidade como Transformação da Justiça A nota do movimento enfatiza que a busca por juristas negras no STF transcende a mera representatividade. "Clamamos por juristas negras no STF não apenas porque queremos assento à mesa, mas por acreditar em nossa capacidade coletiva de transformar a Justiça no Brasil", afirma o texto. A perspectiva é que a chegada de mulheres negras a instâncias estratégicas do Estado, representando um contingente significativo da população, tem o poder de impulsionar mudanças estruturais, forçando o sistema a "caminhar junto" e a não mais governar "de costas para o povo". Fragilidades e Disputas Personalistas no STF O movimento critica a atual situação do Supremo, descrevendo-o como "desfalcado e fragilizado por vaidades e disputas personalistas de homens que relutam em reconhecer que a indicação de uma jurista negra é uma exigência tática de sobrevivência institucional". A mensagem sublinha que a falta de diversidade contribui para a vulnerabilidade da Corte diante de desafios políticos e institucionais. O Papel de uma Ministra Negra na Defesa da República O comunicado vai além ao defender que a nomeação de uma ministra negra teria fortalecido o STF. "Se o Executivo tivesse tido a coragem de nomear uma Ministra Negra para a Suprema Corte, o tribunal contaria hoje com uma magistrada de altíssimo calibre, com peso decisório incontestável e musculatura política para blindar a Constituição", pontua a nota. A conclusão é que uma ministra negra, com a representatividade e o poder de decisão inerentes ao cargo, seria uma guardiã inabalável da República contra ameaças autoritárias, ditando os termos da defesa democrática.