Em sabatina realizada pelo GLOBO, Extra, Valor e CBN, o candidato do PL ao governo do Rio, Douglas Ruas, buscou dissociar sua imagem de figuras controversas e fortalecer sua conexão com o eleitorado bolsonarista. Ruas direcionou uma série de críticas ao ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas estaduais, e aproveitou para elogiar o ministro do STF, André Mendonça. 1. Nacionalização da campanha e crítica a Lula Ruas buscou se associar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentando-se como oposição ao governo Lula. O candidato chamou o presidente de “cara de pau” por participar da adesão do Rio ao programa de refinanciamento de dívidas após vetar dispositivos do Congresso. Ruas também criticou a candidatura de Lula, relembrando investigações da Lava-Jato e buscando vincular o petista a Eduardo Paes. 2. Ataques a Paes e defesa contra aliados de Castro Em uma tentativa de se desvencilhar do ex-governador Cláudio Castro (PL), que enfrenta investigações da Polícia Federal, Ruas associou Eduardo Paes a figuras ligadas a Castro. O candidato do PL também se esquivou de questionamentos sobre investigações envolvendo deputados estaduais, apontando ligações de parlamentares investigados com partidos que compõem a aliança de Paes. Ruas criticou ainda o ex-secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), e atribuiu problemas na mobilidade urbana à sua gestão, além de direcionar críticas à área de Educação do estado, acusando a gestão de Paes na prefeitura de implementar “aprovação automática”. 3. Trajetória profissional e investigações sobre aliados Douglas Ruas, servidor concursado da Polícia Civil, detalhou sua atuação em inquéritos relacionados à Lei Maria da Penha e em grupos especializados em preservar cenas de crime. Ele admitiu ter sido subsecretário em São Gonçalo e secretário na gestão de seu pai, o prefeito Capitão Nelson (PL), negando que as nomeações tenham sido por parentesco e afirmando que foram baseadas em sua capacidade de gestão. Ruas também minimizou o repasse de recursos de uma empresa contratada por sua antiga secretaria para uma pedreira de familiares de um padrinho político, alegando que a fiscalização de fornecedores não cabia à secretaria e que o contrato foi auditado pelo TCE. 4. Críticas e elogios ao governo interino O candidato do PL alternou críticas e elogios ao governador interino Ricardo Couto. Ruas contestou a projeção de superávit do governo interino, alegando que o estado teve um ganho de receita extraordinária com a alta do petróleo e que a lei orçamentária aponta déficit para o próximo ano. Por outro lado, elogiou iniciativas para redução de cargos comissionados, sugerindo que o mesmo deveria ser feito no Judiciário. 5. Segurança Pública e críticas a governos anteriores Ruas defendeu a implementação de bonificação para policiais por “retomada de território” e propôs a exclusão de mortes em intervenção policial da medição de letalidade. Criticou a implementação das UPPs no governo Sérgio Cabral e afirmou que Cláudio Castro não enfrentou adequadamente os problemas da área, defendendo a continuidade de operações policiais ostensivas. 6. Defesa das escolas cívico-militares Considerando “vergonhoso” o desempenho da rede estadual de Educação, Ruas defendeu a expansão do modelo de escolas cívico-militares. Ele argumentou que essas unidades apresentam desempenho superior no Ideb, apesar de reconhecer que os dados se referem a um número pequeno de escolas. Ruas destacou que o modelo cria um ambiente escolar organizado com militares da reserva.