Crítica aos gastos com carnaval no Rio O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), criticou veementemente nesta sexta-feira a aplicação de recursos estaduais em desfiles na Marquês de Sapucaí, incluindo a manutenção de camarotes. Paes argumenta que a prefeitura da capital tem capacidade financeira para arcar com eventos próprios, e que o apoio estadual deveria ser direcionado para municípios do interior do estado. Proposta de evento no estilo "Todo Mundo no Rio" para o interior Como parte de suas propostas de campanha, Eduardo Paes pretende implementar um evento nos moldes do "Todo Mundo no Rio" na Região dos Lagos, caso eleito. O "Todo Mundo no Rio" é conhecido por atrair grandes nomes da música internacional, como Shakira, Lady Gaga e Madonna, em edições anteriores. Paes afirmou: "O governador não pode nem botar essa grana toda que o Cláudio Castro botava na Marquês Sapucaí para ter camarote para ele e amigos. Não é papel do governador na cidade do Rio ficar pagando carnaval, show de Madonna, de Shakira, de Lady Gaga. O prefeito (da capital) tem que investir em show. O que eu vou fazer é ajudar as cidades do interior do Estado para levar grandes atrações e eventos, porque isso aquece a economia." Alfinetadas de adversários e foco em segurança pública A campanha de Paes tem enfrentado críticas de seu adversário Douglas Ruas (PL), que tem questionado os investimentos da prefeitura em megashows na Zona Sul do Rio. Ruas declarou que, se eleito, seu governo "vai ter show, mas o protagonista não vai ser Madonna ou o Eduardo Paes, vai ser o cidadão". Em paralelo à discussão sobre investimentos em eventos, Paes visitou a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas) da prefeitura carioca. Ao lado de sua vice, Jane Reis (MDB), e do candidato ao Senado, Pedro Paulo (PSD), ele prometeu expandir o modelo de vigilância com câmeras inteligentes e barreiras digitais para todo o estado, visando auxiliar as forças de segurança na prevenção e investigação criminal. Expansão da tecnologia para segurança no estado Paes destacou a importância da tecnologia para a segurança pública, afirmando: "Queremos distribuir no Estado inteiro câmeras, câmeras inteligentes e barreiras digitais, para auxiliar as forças de segurança na prevenção do crime, no processo de investigação. A gente sabe que um grande problema do Estado e das forças de segurança é que a gente não tem qualidade na apuração, nas investigações e isso acaba gerando o baixo nível de resolutividade." A Civitas conta com 12 mil câmeras conectadas capazes de rastrear veículos suspeitos em tempo real, mediante solicitação das polícias e da Justiça.